terça-feira, 24 de março de 2009

GRATIDÃO


GRATIDÃO

O homem por detrás do balcão, olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximava da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrina. Os olhos da cor do céu, brilhavam quando viu determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver colar de turquesa azuis.
- É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito?
O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
- Quanto dinheiro você tem?
Sem hesitar ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós.
Colocou-o sobre o balcão, e feliz disse:
- Isto dá, não dá?
Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.
- Sabe, continuou. Eu quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos seus olhos.
O homem, foi para o interior da loja. Colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com um fita verde.
- Tome! Disse para a garota. Leve com cuidado. Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo.
Ainda não acabara o dia, quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou à loja.
Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:
- Este colar foi comprado aqui?
- Sim senhora.
- E quanto custou?
- Ah! Falou o dono da loja. O preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o freguês.
A moça continuou:
- Mas minha irmã somente tinha algumas moedas.
O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo.
O homem, tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.
- Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar.
Ela deu tudo que tinha!
O silêncio encheu a pequena loja, e duas lágrimas rolaram pelas faces jovens.
Enquanto suas mão tomava o embrulho ela retornava ao lar emocionada.
Verdadeira doação, é dar-se por inteiro sem restrições.
Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura.
E a gratidão, é sempre a manifestação de Deus para com pessoas que tem riqueza de emoções e altruísmo.
Sê sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém.
Gratidão como Amor é também dever que não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece.

EU VIM TE VISITAR

EU VIM TE VISITAR

-Cada dia, ao meio-dia, um pobre velho entrava na Igreja, e poucos minutos depois, saía.
Um dia, o pastor lhe perguntou o que fazia (pois havia objetos de valor na Igreja).
Venho orar, respondeu o velho.
Mas é estranho, disse o pastor, que você consiga orar tão depressa.
Bem, retrucou o velho, eu não sei recitar aquelas orações compridas.
Mas todo dia, ao meio-dia eu entro na Igreja e só falo:
-"Oi Jesus, eu sou o Zé, vim te visitar."
Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que Ele me ouve.
Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital e, na enfermaria, passou a exercer uma influência sobre todos: Os doentes mais tristes se tornaram alegres, muitas risadas passaram a ser ouvidas.
Zé, disse-lhe um dia a enfermeira, os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre....
É verdade, senhora, estou sempre tão alegre.É por causa daquela visita que recebo todo dia. Me faz tão feliz.
A enfermeira ficou atônita. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia.
O Zé era um velho solitário, sem ninguém.
- Que visita?
- A que hora?
- Todos os dias. Respondeu Zé, com um brilho nos olhos. Todos os dias ao meio-dia. Ele vem ficar ao pé cama.
Quando olho para Ele, Ele sorri e diz:
-"Oi, Zé, eu sou Jesus, eu vim te visitar".