terça-feira, 22 de setembro de 2009

A justiça no reino de Deus


A palavra justiça tem várias aplicações. Vamos destacar dois sentidos deste termo que consideramos de grande relevância: Justiça significa retidão, ou seja, característica de algo que corresponde ao padrão. Por exemplo: O que é uma "roupa justa"? É aquela que tem a medida exata. Não falta tecido, nem sobra. Nesse caso , o corpo é o padrão, ou modelo. A justiça diante de Deus é viver de acordo com a vontade dele, sem sobrar nem faltar. Difícil, não é? Entretanto, este é o nosso alvo. Devemos viver buscando "em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça". ( Mt 6.33). Devemos estar sempre buscando agir da melhor forma possível, sem jamais desistir. Nunca devemos achar que o pecado seja uma coisa normal e aceitável.

Outro sentido da palavra justiça é: dar a cada um o que, por direito, lhe cabe. É o que Jesus mandou: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". (Mt. 22.21). Justiça é dar a cada pessoa a recompensa devida pelo seus atos, sejam eles bons ou maus. Recompensar alguém pelos seus atos bons é algo que todos podem fazer (mas raramente fazem). Por outro lado, retribuir a alguém pelos seus atos maus pode ter ainda outros nomes: castigo, ou vingança. Em se tratando de convívio social, estamos impedidos, pelas leis civis, de exercer esse tipo de justiça corretiva ou punitiva. Esta é uma das principais funções do Estado através do Poder Judiciário.

No âmbito espiritual, esse tipo de justiça é exercido por Deus. Hoje, Sua justiça se manifesta através das conseqüências, boas ou más, que recebemos por nossas ações. Para fechar todas as pendências, a Bíblia nos aponta um dia futuro em que acontecerá o Juízo Final, quando cada um de nós comparecerá diante de Deus para receber a devida recompensa pelos seus atos. Naquele dia, só se salvarão aqueles que tiveram suas injustiças purificadas pelo sangue de Jesus e passaram a viver para a sua glória.
A Fé e a Razão
“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento” (Pv.3.5). ”

Muitos desprezam a fé em Deus e vivem guiados por sua própria razão. Estão firmados no entendimento intelectual, como se este fosse totalmente eficaz e confiável para todos os fins. Trata-se de uma forma de antropocentrismo.

“Estribar” significa “firmar-se”, “apoiar-se” em algo. Quando se vai montar num cavalo, coloca-se o pé no estribo, que é o ponto de apoio para se tomar o impulso necessário à montaria. O mesmo equipamento ajuda no equilíbrio do cavaleiro durante a cavalgada. Alguns automóveis também possuem uma peça com este nome localizada no limiar da porta. Qual é o nosso “estribo” na vida? Em que nos firmamos para fazer nossas escolhas, tomar nossas decisões e determinar o nosso destino? Se nos firmarmos em algo instável, poderemos ser vítimas de uma queda perigosa ou até fatal. Será que a razão humana é suficiente para garantir nosso êxito em todas as áreas?

OS LIMITES DA RAZÃO

O raciocínio é poderoso, porém limitado. A vida, a morte e o universo não podem ser explicados pelo homem. Por quê? A mente possui uma capacidade impressionante para processar informações. Entretanto, não temos à nossa disposição todos os dados sobre todos os assuntos, principalmente no que tange à espiritualidade. E quando recebemos algum conhecimento nesse sentido, faltam-nos parâmetros de avaliação, pois a nossa lógica está restrita a elementos terrenos.

Até no campo natural, estamos bastante limitados. A ciência, por mais avançada que esteja, não sabe como funciona o cérebro de uma pulga. É verdade que muitas descobertas úteis e invenções extraordinárias têm sido produzidas, mas tudo isso está localizado dentro de um limite intransponível. Os cientistas têm muitas teorias sobre os mais variados assuntos que, muitas vezes, são apregoadas como verdades absolutas. Entretanto, em alguns casos, são apenas especulações. Incluímos aí as teorias sobre a origem da vida, a teoria da evolução e outras que pretendem explicar o comportamento humano. A verdade é que o homem não conhece muito bem a si mesmo. Sabe quase nada sobre seu passado e não tem controle sobre seu futuro imediato. A falta de conhecimento limita a eficácia do raciocínio.

Não estou dizendo que possamos desprezar a razão. Afinal, foi Deus quem no-la deu para que fôssemos superiores às demais criaturas terrenas. A ordem de não se estribar no entendimento não significa que devamos desprezá-lo. Entretanto, é necessário que compreendamos que existe o campo da razão e o campo da fé, embora haja uma considerável interseção entre ambos.

CONCILIAÇÃO PARCIAL

Fé e razão caminham juntas até certo ponto. Daí se falar em “culto racional” (Rm.12.1) e “razão da esperança” (I Pd.3.15), passíveis de explicação e compreensão (Pv.1.2; 1.6; 2.5; 2.9; 14.8). A fé não pode ser uma crença cega em qualquer afirmação que se faça a respeito de questões incompreensíveis. Se assim for, voltamos à estaca zero, acreditando em falsas teorias “científicas” e todo tipo de heresia.

A fé autêntica é a crença e a confiança em Deus, de acordo com o que a bíblia ensina. Como podemos confiar assim nesse livro, descartando outras idéias sobre divindade e espiritualidade? Em primeiro lugar, podemos crer porque aquilo que a bíblia diz funciona. Mediante a operação do poder de Deus, de acordo com a prescrição bíblica, os enfermos são curados, os cegos enxergam, os paralíticos andam e vidas são transformadas para a prática da justiça através do amor. Os sinais dependem da fé, mas olhando no sentido inverso, a fé é justificada e fortalecida pelos sinais.

Viver pela fé não significa confiar em ilusões. A ação de Deus é real na vida de todo aquele que crê. Quando vemos os resultados da fé, então a nossa razão toma conhecimento dos mesmos e, embora não possa explicá-los, também não pode negá-los.

Nossa razão nos dá segurança para caminhar, mas a fé nos faz voar. Andando pela razão, teremos firmeza aparente, mas não iremos muito longe nas questões espirituais. Em nossa vida com Deus, podemos até entender o próximo passo, mas não temos como compreender todo o caminho (Pv.20.24). Por isso, precisamos da fé.

Nossa fé não dependerá da razão, mas não será necessariamente contrária a ela. Vamos além da razão, mas nem sempre estaremos contra a razão. O bom senso não pode ser abandonado, exceto em situações necessárias, quando se faz algo aparentemente absurdo por causa de uma ordem de Deus. Foi o caso de Noé construindo a arca. Em casos extremos como esse, é imprescindível uma ordem direta de Deus, de modo que não haja nenhuma dúvida. Entretanto, algumas pessoas fazem loucuras em nome de Jesus sem que ele lhas tenha mandado. Nesse caso, a razão e a fé foram abandonadas e a presunção tomou o seu lugar. Precisamos, sempre que possível, conciliar a fé e a razão. Se abandonarmos uma das duas, correremos em direção ao fanatismo ou ao racionalismo.

A RAZÃO PODE SE TORNAR OBSTÁCULO PARA A FÉ

Aquele que crê em Deus não está imune ao uso indevido da razão. Quando o Senhor nos dá uma ordem, principalmente através dos mandamentos bíblicos, usamos a razão para compreender o que fazer. Entretanto, ela pode nos atrapalhar quando tentamos entender o porquê daquela ordem ou os motivos de Deus. Esse tipo de raciocínio pode nos conduzir à desobediência. Quando Deus mandou Noé construir a arca ou quando ordenou que Abraão sacrificasse Isaque, eles não usaram a razão para tentar entender a ordem divina. Apenas tomaram as providências necessárias ao seu cumprimento. O fator decisivo foi que eles conheciam a Deus e sabiam exatamente quem estava mandando.

Quando colocamos a razão em primeiro lugar, criamos obstáculos à operação de milagres. Pela fé, estejamos certos da ação de Deus em nossas vidas, não tentando descobrir como ou porque Deus vai agir.

Somos como crianças diante dele. Imagine se os filhos dependessem de compreender todas as ordens de seus pais em todos os seus detalhes? Se, para comer verduras, o filho precisasse fazer um curso de nutrição, talvez morresse antes da próxima refeição. Entretanto, o filho conhece o pai e por isso confia e obedece.

Os ateus percebem o limite de sua dependência da razão quando se encontram num leito de enfermidade. Deus tem suas maneiras de convencer o homem. Nessa hora, pode ser que alguns se rendam à necessidade da fé. Entretanto, não é necessário esperar por isso. Renda-se ao Senhor enquanto é tempo, sabendo que a nossa vida é tão breve e que cada um de nós é um ponto insignificante no universo. Como poderíamos, com a nossa razão, compreender Deus ou negar a sua existência?

CONFIE NO SENHOR

“Confia no Senhor de todo o teu coração”, assim como uma criança confia no seu pai. “Não se turbe o vosso coração”, disse Jesus, “credes em Deus; crede também em mim”. Descanse no Senhor, mesmo não compreendendo a situação atual. Creia que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”.

A confiança em Deus não elimina a oração. Pelo contrário, é por confiarmos no Senhor que levamos a ele os nossos pedidos. Em seguida, precisamos aprender a usufruir o descanso que a confiança proporciona. A criança confia no pai e por isso descansa, não se preocupando com o alimento do dia seguinte.

Quando entramos em um ônibus e dormimos, estamos confiando nossas vidas aos cuidados do motorista. Confiemos em Deus, entregando-lhe a direção da nossa existência. Confiança é um dos aspectos da fé. Contudo, confiar é mais do que crer simplesmente. Confiar é entregar-se.

O descanso daquele que confia não deve ser confundido com negligência. A confiança no Senhor não serve como desculpa para a preguiça. A fé conduz à ação e não à inércia. Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance e depois descansar em Deus, confiando que ele cuidará daquilo que nós não podemos fazer.

A razão do enfermo lhe diz que a morte é certa. Pela fé buscamos a cura.
A razão pode produzir desespero. A fé é inseparável da esperança.
A razão avalia as circunstâncias. A fé se baseia na palavra de Deus.
A razão anuncia a derrota. A fé proclama a vitória.
O Consolador

E, quando ele viver, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo (Jo 16.7-14).

Quando o Espírito Santo vier, i.e., por ocasião do Pentecoste, soa obra principal no tocante ao testemunho e à proclamação do evangelho, será a de “convencer” do pecado. Este termo “convencer” (gr. Elencho) significa “expor”, “reprovar”, “refutar” e “convencer” (do pecado).

A obra de convicção realizada pelo Espírito Santo opera em três aspectos em relação ao pecador:

(a) O pecado. O Espírito Santo desmascara e reprova a incredulidade e o pecado, a fim de despertar a consciência da culpa e da necessidade de perdão. Isto, constantemente, leva o pecador ao arrependimento genuíno e à conversão a Jesus como Salvador e Senhor (At 2.37,38). A convicção não somente desmascara o pecado, como também torna claro quais serão os resultados pavorosos se os culpados persistirem na prática do mal. Uma vez convicto, necessário é que o pecador faça sua escolha.
(b) A justiça. O Espírito Santo convence os homens de que Jesus é o santo Filho de Deus que os torna conscientes do padrão divino da justiça em Cristo. Esse padrão divino da justiça é confrontado contra o pecado e a pessoa recebe poder para vencer o mundo (At 3.12-16; 7.51-60; 17.31; 1 Pe 3.18).
(c) O juízo. Trata-se da obra do Espírito ao convencer os homens da derrota de Satanás na cruz (Jo 12.31; 16.11), do juízo atual do mundo por Deus (Rm 1.18-32), do juízo futuro de todos os homens (Mt 16.27; At 17.31; 24,25; Rm 14.10; 1 Co 6.2; 2 Co 5.10; Jd 14).

A obra do Espírito de convencer do pecado e da justiça e do juízo será manifestada em todos os crentes verdadeiramente cheios do Espírito. Cristo, cheio do Espírito (Lc 4.1), testificou ao mundo “que as suas obras são más” (ver Jo 7.7; 15.18) e chamava os homens ao arrependimento do pecado (Mt 4.17). João Batista “cheio do Espírito Santo” desde seu nascimento (ver Lc 1.15), expunha os pecados do povo judaico (ver Mt 11.7; Lc 3.1-20) e Pedro, “cheio do Espírito Santo” (At 2.4), convencia os corações de 3.000 pecadores, ao pregar o arrependimento e o perdão dos pecados (At 2.37-41).

Este texto deixa bem claro que qualquer pregador ou igreja que não expõe publicamente o pecado, nem a responsabilidade do pecador, nem o conclama ao arrependimento e à retidão bíblica, não procede do Espírito Santo. Em 1 Co 14.24,25 declara explicitamente que a presença de Deus na congregação é reconhecida pela manifestação do pecado do infiel (i.e., os segredos do seu coração), pela sua conseqüente convicção (v. 24) e pela sua salvação (v.25).

“Ele vos guiará em toda a verdade” - A obra do Espírito Santo quanto a convencer do pecado não concerne somente ao incrédulo (Jo 16.7,8), mas também ao crente e à igreja, ensinando, corrigindo e guiando na verdade (Mt 18.15; 1 Tm 5.20; Ap 3.19).

O Espírito Santo falará ao crente concernente ao pecado, à justiça de Cristo e ao julgamento da maldade com vistas a: (a) conformar o crente a Cristo e aos seus padrões de justiça (cf. 2 Co 3.18); (b) guiá-lo em toda verdade (v.13); e (c) glorificar a Cristo (v.14). Deste modo, o Espírito Santo opera no crente para reproduzir no seu viver a vida santa de Cristo.

Se o crente cheio do Espírito Santo rejeita a sua direção e sua operação de convencer do pecado, e se o crente não mortifica as obras da carne mediante o Espírito Santo, morrerá espiritualmente (Rm 8.13a). Somente os que recebem a verdade e são “guiados pelo Espírito de Deus” são filhos de Deus (Rm 8.14), e assim podem continuar na plenitude do Espírito Santo. O pecado arruína a vida espiritual e igualmente a plenitude do Espírito Santo no crente (Rm 6.23; 8.13; Gl 5.17; cf. Ef 5.18; 1 Ts 5.19).
Os Anjos, Nossos Ministradores

Hebreus 1:14 - Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?

Não existe tanta explicação bíblica sobre os anjos, quanto alguns de nós gostaríamos de ter. Uma delas, porém, é bastante clara e confortadora: "Os anjos não são, todos eles, espíritos ministradores enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação?" (Hebreus 1:14).

Há pessoas que resolveram adorar os anjos. Afinal de contas, dizem elas, eles são espíritos poderosos. E que têm a permissão do Senhor, no sentido de trabalhar em favor dos homens. Só que a Bíblia ensina, também, que nem todos os anjos são bons. Um respeitável grupo de anjos, comandados por Lúcifer, quer mais é que os humanos se danem no inferno, junto com eles.

O que a Bíblia ensina é que as pessoas sinceras, que querem obedecer ao Senhor, devem relacionar-se diretamente com Ele, por intermédio de Jesus Cristo. As pessoas que aceitam a Cristo gozam da segurança espiritual do Santo Espírito. E, por causa desta condição de filhos adotivos do Senhor, passam a ser ministradas pelos anjos bons. Mesmo não sabendo exatamente como os anjos operam, quando nos servem, é reconfortante saber que os servos do Senhor trabalham por nós. Crentes genuínos sempre recebem ajuda angélica poderosa.