quinta-feira, 2 de abril de 2009

FAÇO SITES, PESSOAIS, COMERCIAIS, EMPRESARIAIS E CRIO LOJAS ON-LINE

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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Não temerei!

Não temerei!

O medo domina muitas pessoas. É a sua única consideração ao tomar decisões; o homem com um talento lamenta, “Tive medo”, e prontamente começa a cavar (Mateus 25:25). Gideão liberou os medrosos (Juízes 7:3). Não há preocupação com honra, dever ou lealdade; eles estão com medo. Então correram para casa! Medo antes do dever é covardia e produz uma bagunça feia tanto nas ações quanto no caráter. Deixa “no coração tal ansiedade ... o ruído de uma folha movida os perseguirá ... cairão sem ninguém os perseguir ... não podereis levantar-vos diante dos vossos inimigos” (Levítico 26:36-37).

Muitos queriam ser corajosos. Imaginam que a coragem faça parte da estrutura dos heróis. Mas não é assim. Coragem não é uma virtude. Não requer nenhum caráter para enfrentar aquilo que você não teme. Sem dúvida aquele que não sente medo de tudo que o homem pode fazer com ele ou é excessivamente ignorante ou burro. Paulo agüentou a ameaça de morte, prisão, espancamento, apedrejamento e rejeição social. Você pode achar que ele era um homem de ferro, no entanto ele diz, “E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós” (1 Coríntios 2:3).

O homem é desafiado. Sua boca fica seca e seu coração bate mais forte. Uma sensação fria passa pelo seu corpo inteiro enquanto se forma um nó no seu estômago. Seus músculos tremem. Ele tem uma forte inclinação a estar em algum outro lugar. Mas ele sai e enfrenta seu gigante. Um homem corajoso sente o mesmo medo que um covarde; suas ações são independentes do seu medo.

Coragem é um atributo excelente – uma resposta alternativa para o medo. É a força para enfrentar o detestável e fazer o temido. Escolhe o certo apesar das conseqüências. Coloca o dever antes do medo.

Mas como conquistamos o medo? Três coisas ajudarão.

Œ Medo modera o medo. Um homem pequeno não irá fugir de Hércules, o valentão. Por que? Ele tem medo! Ele tem medo de ver a decepção ou o desprezo nos olhos de sua amada. As feridas deixadas pelo valentão são insignificantes em comparação. “Não temais os que matam o corpo ... temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mateus 10:28). Medo do homem é diminuído por um medo maior de Deus.

 A fé coloca o medo em perspectiva. “Por que sois tímidos, homens de pequena fé?” (Mateus 8:26). A fé é capaz de ver o resto da imagem. Vê além daquele momento – tortura e morte – para a ressurreição (Hebreus 11:35). Ela vê o companheiro invisível quando estamos sozinhos (2 Timóteo 4:16-17; Hebreus 11:27), e enxerga nosso ajudante quando estamos desamparados (Hebreus 13:6)

Ž O amor vence o medo (1 João 4:18). Medo é a motivação inicial e elementar; amor – um sentido racional de valores – é a motivação madura. O amor cresce, amadurece e remove o medo. O medo não é mais o fator decisivo. Conseqüentemente, se não houvesse inferno, o amor ainda obedeceria. O amor da verdade exige a verdade; o amor de Deus exige adoração; o amor do que é certo requer a justiça.

“O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” (Hebreus 13:6)

segunda-feira, 30 de março de 2009

TUA FE, TEM QUALIDADE?


Como Deus pode colocar grandes riquezas em suas mãos se o seu Coração é avarento? Se a sua fé não tem qualidade?


O que é avareza? É a característica da pessoa possessiva, pão-dura e que só pensa em si. Bem, quando um homem pediu que o Senhor interferisse em uma questão sobre herança de família, Ele aproveitou a oportunidade e disse aos que O ouviam: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.” (Lucas 12.15)

Em outra ocasião Jesus assim disse: “O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.” (Lucas 12.16-21)

Pense nisto: de repente você é aquela pessoa que anda correndo atrás do vento, isto é, quanto mais você corre, menos se vê em condições de livrar-se de suas preocupações e ansiedades em querer riquezas. Deus é capaz de lhe dar tudo o que você deseja e tem se esforçado para conseguir, mas primeiro seu coração deve estar com Ele. Como Deus pode colocar grandes riquezas em suas mãos se o seu coração é avarento? Se a sua fé não tem qualidade? Se você vem à igreja apenas buscar os benefícios e não o beneficiador?

É o que Jesus falou: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33). Em outras palavras: busque a fé! Ela é o que faz contato entre você e Deus; é a ligação entre o mundo material e o espiritual.

A fé sobrenatural é a única ponte que nos liga a Deus, porque você não O vê fisicamente. E se você despreza essa ponte, como chegará a Ele, como terá comunhão com Ele, como ouvirá a Sua voz? Como você será orientado, como vai ouvir o que é melhor para a sua vida?

Na cruz do Senhor Jesus, a haste vertical representa a Sua comunhão com Deus e a horizontal, a Sua comunhão conosco. Então, como você pode querer conquistar o Reino de Deus e Seus benefícios desprezando a fé?

Seja inteligente e use sua capacidade! Arranque seu coração das coisas e das pessoas que o impedem de chegar a Deus. Só assim você tomará posse do Reino de Deus. E uma vez da posse dele, nada mais lhe será impossível.

Deus abençoe a todos

O AMOR ESFRIOU???


O QUE FAZER QUANDO O AMOR ESTA FOI UM FIO?


O grande desafio na vida de muitos casais e justamente ate que ponto conseguirão no decorrer dos anos quebrarem as rotinas, ou seja os altos e baixos que interferem nos relacionamentos. Para a maioria das pessoas trocar o cônjuge por outro, parece ser a melhor opção uma vez que as possibilidades de se entenderem tornam-se remotas e escassas. O fato e, que trocar de mulher ou de marido, nunca foi e nunca será uma boa opção, visto que com o tempo os mesmos ou outros problemas maiores, darão margens para desentendimentos.

O que fazer então quando o amor estiver dando sinais de esfriamento, colocando em risco a união e o amor do casal?

1.Enfrentar os problemas, de frente, sem rodeios.

Eu particularmente não conheço nenhum casal que não tivesse problemas de relacionamentos. Fatalmente os desentendimentos afetarão mais dias ou menos dias a vida do casal em proporções menores ou maiores dependendo da situação. Fugir do problema ou deixar sempre para depois, como que ignorando o mesmo, pode aumentar o sentimento de impossibilidade de solução. Por isso enfrentar de frente, olho no olho e necessário. Conversar sobre os motivos que os levaram ao desgaste emocional parece ser por demais evidente e apropriado para cada tipo de conflito.
2.Entender a diferença que existe entre emoções e decisões pode servir de ajuda.

Existem relacionamentos que infelizmente estão alicerçados no emocionalismo. Todas as ações pertinentes, individuais ou coletivas são baseadas somente no estado emocional. E sabemos que não podemos e nem devemos confiar em nossas emoções, porque as mesmas deixam a desejar. Quer ver alguns exemplos: Você lembra da sua época de namoro no tocante ao tempo que vocês gastavam juntos. De fato a prioridade era ficar juntos se curtindo não e mesmo? O que aconteceu depois do casamento, aquele frenesi ainda permanece? Os beijos apaixonados ainda estão em evidencia ou simplesmente com o tempo foram diminuindo ate chegar quem sabe as bitocas ou nem isso. E com relação a pratica do sexo? No inicio do casamento era todo dia, depois 5 vezes por semana, depois 3, 2, 1 vez por semana. E hoje você nem se lembra quando foi a ultima vez?

Mas afinal, o que gera esta disparidade, que muitas vezes nem paramos pra refletir? A parte emocional que todo ser humano tem e que esta em evidencia, as emoções, precisam ser acompanhadas de boas decisões, de boas escolhas. São boas escolhas que geram boas emoções, e não vice-versa. De fato você deve começar o seu dia trabalhando a sua mente na direção destas escolhas. O seu relacionamento conjugal vai melhorar, quando você entender que parte do sucesso do mesmo, esta em como administrar suas emoções em função de boas escolhas. Em outras palavras, a cada dia você escolhe amar sua esposa, seu marido e quando você faz isto confiando em Deus, o emocional estará agindo a favor de vocês e o amor aquecerá novamente se ele estiver a desejar.

Para o homem:

Veja bem. Você pode escolher:

Amar a sua esposa cada dia, dizendo-lhe com sinceridade frases de efeito do tipo:
Eu amo você querida
Você e especial para mim

Não criticar nenhuma parte do seu corpo e nem ressaltar a sua idade.
Ajudá-la sempre que puder nos serviços de casa
Ajudá-la com os filhos: Levando-os a escola; Examinando tarefas; Levando para passear, etc.
Não anti-patizá-la com comparações em relação a outras mulheres
Mandar-lhe esporadicamente flores com declarações amorosas
Respeitar os seus momentos tediosos, principalmente em períodos de menstruação, onde a mulher fica mais nervosa.
Em todo e qualquer lugar ter olhos sempre para ela.
Não interferir quando a sua esposa estiver disciplinando ou chamando atenção dos filhos
Na pratica de relações sexuais ser carinhoso e compreensível para não machucá-la.
Elogiá-la todos os dias
Evitar de levantar a voz e tratar os problemas sem agressões verbais e muito menos físicas.
Nunca mentir. Falar somente a verdade.
Pedir perdão todas as vezes que errar contra ela.
Respeitar a sua individualidade.
Não bancar o marido ciumento, criando situações constrangedoras no relacionamento.
Arranjar tempo de qualidade para saírem juntos.
Orar por ela e com ela todos os dias.

Para a mulher :

Veja bem. Você pode escolher:
Respeitar as decisões de seu marido, mesmo que alguns delas não sejam lá muito boas.
Deixar de criticar ou falar mal dele com a sua família, vizinhos ou amigos.
Bons momentos para praticar o sexo, sem pressa, e sem cobranças quando ele a procura.
Ter como meta permanente, viver dentro do orçamento da família.
Estar do lado dele, nos momentos difíceis da vida.
Não interferir quando o seu marido estiver disciplinando ou chamando atenção dos filhos
Não se opor as suas cariciais românticas, antes, durante e depois dos momentos de relação sexual.
Evitar de levantar a voz. Tratar os problemas sem agressões verbais e muito menos físicas.
Nunca mentir. Falar sempre a verdade.
Pedir perdão todas as vezes que errar contra ele.
Evitar de ser uma mulher ciumenta.
Arranjar tempo de qualidade para saírem juntos.
Escolher os melhores momentos para apresentar os problemas caseiros.
Respeitá-lo na sua individualidade
Orar por ele e com ele todos os dias.

Quando ambos procurarem fazer boas escolhas, com certeza as emoções entrarão em cena para tornar o casamento cada vez mais forte, saudável e duradouro.

Lembre-se: Boas decisões, boas escolhas diárias, boas emoções que solidificam o casamento.

quinta-feira, 26 de março de 2009

MARTA E MARIA

Indo eles de caminho, entrou numa aldeia. E certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.

Marta, porém, andava distraída em muitos serviços e, aproximando-se, disse: Senhor, não te importas de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.

Respondeu-lhe Jesus: Marta, Marta, estás ansiosa e preocupada com muitas coisas, mas uma só é necessária. Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. - Lucas 10:38 a 42

Nesta história nós temos duas irmãs - Marta e Maria - que naquele dia receberam uma visita do Senhor Jesus na sua casa. É obvio que as duas O amaram, e estavam muito felizes com a Sua presença, porém nas reações das duas nós vemos duas respostas diferentes à Sua visitação.

Quando Jesus chegou na sua casa, Maria abandonou tudo para sentar aos pés do Mestre "ouvindo a Sua palavra". Certamente ela enfrentou os costumes e regras sociais da época, que diriam que a mulher não pode participar na "conversa dos homens", que ela não seria capaz de estudar e aprender do Rabi, e que seu lugar era com sua irmã na cozinha. Porém, o Senhor Jesus permitiu que ela aprendesse com Ele, sentado "aos seu pés", na postura de estudante (como nós vemos com o jovem Paulo e o professor Gamaliel, em Atos 21:3).

Marta, porém, estava querendo fazer o seu melhor para Jesus. Foi ela que recebeu-lo na casa, talvez sendo a mais velha das duas irmãs, e agora ela estava preparando uma refeição verdadeiramente digna do Messias. A sua preocupação com as panelas não foi um sinal de desrespeito ao Senhor Jesus, ao contrário, ela estava querendo mostrar, através da sua hospitalidade, o quanto que ela O amou e respeitou.

Mas o serviço foi difícil, e sem a ajuda da sua irmã, Marta acabou se atrasando mais e mais. Que vergonha, será que a refeição nunca ficará pronta? A sua preocupação aumentava, e acabou se transformando numa raiva contra sua irmã relaxada, metida, que estava sentada lá no meio dos homens. Finalmente, a explosão aconteceu e Marta interrompeu a aula do Mestre, pedindo que Ele mandasse Maria para voltar ao seu lugar, ajudando a irmã na cozinha.

A resposta do Senhor Jesus, dada com o maior carinho e gentileza, deve ter caído como uma bomba nos ouvidos de Marta: "Marta, Marta, estás ansiosa e preocupada com muitas coisas, mas uma só é necessária; Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada."

Qual foi o problema de Marta? Ela não estava fazendo o seu melhor para Jesus, querendo recebê-lo e servi-lo na melhor maneira possível? Por que, então, foi a Maria que tinha escolhida "a boa parte", a única coisa "necessária", sentando-se aos pés de Jesus, ouvindo a Sua palavra?

Eu creio que a raiz do problema de Marta foi que ela não discerniu o tempo em que ela estava. Quando o Senhor Jesus entrou na sua casa um novo tempo começou, um tempo de visitação. E todas as atividades do passado, mesmo que elas tinham sido importantes e até necessárias, agora foram ultrapassadas pela única necessidade daquela hora, de desfrutar da Sua presença.

Na Igreja, bem como na casa de Maria e Marta, nós vivemos momentos de preparo e momentos de visitação. Temos muito serviço para fazer: cultos, campanhas e projetos (e, em alguns casos, até chamamos nossos cultos de "serviços"). Participamos em atividades de evangelismo, de discipulado, congressos e conferências. Não podemos ignorar a necessidade do preparo teológico, da administração, da construção e manutenção de templos e prédios, e de prestar assistência pastoral e social. Precisamos oferecer a escola dominical, os cultos noturnos, vigílias de oração e reuniões para a juventude. Não é de estranhar que muitas vezes, nós que participamos no ministério em alguma capacidade, "andamos distraídos em muitos serviços", chegando até de estar "ansiosos e preocupados com muitas coisas."

Mas nunca, nunca, podemos perder "o tempo de nossa visitação" (Lucas 19:44). Naquele momento quando o Senhor Jesus se faz presente em nossa "casa", naquele momento em qual Ele responde às nossas orações para um verdadeiro avivamento, precisamos ser como Maria, dispostos a abandonar tudo - até mesmo aqueles serviços que outrora foram tão necessários e até "espirituais" - para ficar aos pés do Mestre.

Tempos de avivamento histórico sempre têm sido marcados pelo abandono das formas rígidas e programadas de adoração a Deus. Falando sobre o avivamento em Gales, o Dr Campbell Morgan, pastor da Capela de Westminster em Londres declarou:

"Isso é avivamento que vem dos céus; não há nenhum pregação, nenhuma ordem, nenhum hinário, nenhum coro, nenhum órgão, nenhuma oferta e finalmente nenhuma propaganda... Havia órgãos - mas eles estavam calados. Haviam ministros - mas não havia nenhuma pregação - elas estavam entre as pessoas que louvaram a Deus! Ainda o avivamento galês é um avivamento de pregação, pois todo mundo está pregando. Nenhuma ordem e ainda se move a cada dia, município para município com uma precisão sem igual, com a ordem de uma força atacante. Nenhum hinário, mas eu quase chorei por causa das canções! Quando os galês cantam eles se abandonam à canção. Nenhum coro eu disse? Era tudo coro."1

Semelhantemente, no avivamento da Rua Azusa, aquele humilde galpão ficou aberto de manha a noite, como relatado no Jornal do avivamento: "As reuniões começam por volta das 10 horas da manhã, e mal conseguem terminar antes das 20 ou 22 horas, e às vezes vão até às 2 ou 3 horas da madrugada, porque muitos estão buscando e outros estão caídos no poder de Deus."2 Um dos primeiros ídolos a ser derrubado no meio do povo de Deus em tempo de avivamento é o relógio, quando nós voltamos a buscá-lo "com todo o nosso coração" (Jeremias 29:13). Há mais que uma parcela de verdade naquele velho ditado que diz que "o avivamento começa depois da meia-noite" - quando somente os desesperados permanecem para buscar a Sua face.

Quando o Senhor Jesus visita a Sua Igreja, precisamos abandonar tudo e dedicar todo nosso tempo, toda a nossa atenção, a Ele. Somente assim nós escaparemos de ser vítimas daquela doença que já matou tantos avivamentos do passado - a "síndrome de Marta".



terça-feira, 24 de março de 2009

GRATIDÃO


GRATIDÃO

O homem por detrás do balcão, olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximava da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrina. Os olhos da cor do céu, brilhavam quando viu determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver colar de turquesa azuis.
- É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito?
O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
- Quanto dinheiro você tem?
Sem hesitar ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós.
Colocou-o sobre o balcão, e feliz disse:
- Isto dá, não dá?
Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.
- Sabe, continuou. Eu quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos seus olhos.
O homem, foi para o interior da loja. Colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com um fita verde.
- Tome! Disse para a garota. Leve com cuidado. Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo.
Ainda não acabara o dia, quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou à loja.
Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:
- Este colar foi comprado aqui?
- Sim senhora.
- E quanto custou?
- Ah! Falou o dono da loja. O preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o freguês.
A moça continuou:
- Mas minha irmã somente tinha algumas moedas.
O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo.
O homem, tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.
- Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar.
Ela deu tudo que tinha!
O silêncio encheu a pequena loja, e duas lágrimas rolaram pelas faces jovens.
Enquanto suas mão tomava o embrulho ela retornava ao lar emocionada.
Verdadeira doação, é dar-se por inteiro sem restrições.
Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura.
E a gratidão, é sempre a manifestação de Deus para com pessoas que tem riqueza de emoções e altruísmo.
Sê sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém.
Gratidão como Amor é também dever que não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece.

EU VIM TE VISITAR

EU VIM TE VISITAR

-Cada dia, ao meio-dia, um pobre velho entrava na Igreja, e poucos minutos depois, saía.
Um dia, o pastor lhe perguntou o que fazia (pois havia objetos de valor na Igreja).
Venho orar, respondeu o velho.
Mas é estranho, disse o pastor, que você consiga orar tão depressa.
Bem, retrucou o velho, eu não sei recitar aquelas orações compridas.
Mas todo dia, ao meio-dia eu entro na Igreja e só falo:
-"Oi Jesus, eu sou o Zé, vim te visitar."
Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que Ele me ouve.
Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital e, na enfermaria, passou a exercer uma influência sobre todos: Os doentes mais tristes se tornaram alegres, muitas risadas passaram a ser ouvidas.
Zé, disse-lhe um dia a enfermeira, os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre....
É verdade, senhora, estou sempre tão alegre.É por causa daquela visita que recebo todo dia. Me faz tão feliz.
A enfermeira ficou atônita. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia.
O Zé era um velho solitário, sem ninguém.
- Que visita?
- A que hora?
- Todos os dias. Respondeu Zé, com um brilho nos olhos. Todos os dias ao meio-dia. Ele vem ficar ao pé cama.
Quando olho para Ele, Ele sorri e diz:
-"Oi, Zé, eu sou Jesus, eu vim te visitar".