sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O cuidado de alimentar devidamente a alma

I Timóteo 4:16 – “Tem cuidado de ti mesmo e do teu ensino; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem”.

Antes de tudo, eu preciso dar uma atenção especial para o versículo anterior que diz: “Ocupa-te destas coisas, dedica-te inteiramente a elas, para que o teu progresso seja manifesto a todos”.

Paulo exorta e lembra a Timóteo para que ele não se esqueça em minuto algum da importância de meditar em todo ensino que foi ministrado para ele.

A palavra “ocupar/meditar” deve ser entendida num empenho esportivo. Paulo diz para Timóteo “praticar” todas estas coisas. É a idéia de um atleta que treina muito para atingir seus objetivos.

Todo o progresso da alma de Timóteo está nesta ação de praticar todo ensino das Escrituras e se empenhar na vida piedosa – na oração. Aqui quero lembrar a vida do grande pregador Charles H. Spurgeon, ele não trocava a sua imensa biblioteca pela sua sala de oração. Tanto é que quando ele abria a boca muitos diziam que ele tinha cinqüenta anos de idade mesmo tendo dezessete anos. Não existe desenvolvimento na vida cristã se negligenciarmos o nosso momento de quebrantamento.

A recomendação de Paulo é fantástica. Ele faz alusão a vida de um atleta. Existe uma profunda diferença em treinar e tentar.

Treinar é se dedicar. Por mais que haja fracassos, mas a minha fidelidade e a minha vontade de crescer a cada dia e de assemelhar-me a Cristo supera tudo. Transformação espiritual não é questão de empenho, mas de treinamento aliado à sabedoria. É isso que o apóstolo Paulo quer dizer quando encoraja Timóteo com as palavras “exercite-se na piedade” [I Timóteo 4:7].

Um fator de extrema importância que quero destacar – Não podemos ficar sobrecarregados por acharmos que Deus mede seu desempenho espiritual com base em determinadas disciplinas espirituais. Precisamos entender que estamos livres da tentativa de impressionar Deus ou quem quer que seja com nosso comprometimento espiritual. E isso acontece e muito dentro da igreja. Vários irmãos querem sobressair sobre o outro irmão no quesito espiritualidade. O verdadeiro crente espiritual não diz e nem faz propaganda da sua vida com Deus, os seus atos demonstrarão que ele está na fonte certa.

Existem vários livros de oração hoje no mercado. Livros que descrevem passos, métodos e receitas para ter uma vida cristã bem sucedida. Para mim, grande parte para não dizer a maioria destes livros deveriam ser queimados. Existem tantos livros para ler sobre oração que não há tempo se quer para orar e ler a Bíblia. O problema disso tudo é que quando não alcançamos o resultado nos tornamos hipócritas – ah, Deus não me ouve, ou ele está indiferente para comigo – e assim vamos tocar a vida do jeito que está.
Santo Agostinho quando queria ensinar a sua igreja e as paróquias da filiação a orar ele pregava nos Salmos. O Livro de Salmos é melhor do que tudo que já foi produzido sobre oração. É o coração de um homem que se abre diante de Deus. É visível a comunicação direta de Deus em responder os apelos da alma do salmista. O livro de Salmos é a graça de Deus para um homem pecador que deseja ardentemente viver um relacionamento profundo e sincero com Deus. Se você quer aprender a orar leia os Salmos. O interessante é que até o século XVII não havia nenhum livro sobre oração ou como viver uma vida piedosa. Todo esta mudança foi o resultado do ministério de um pastor chamado Charles Finney que deturpou o Evangelho para uma moralidade. O cristão para ser aceito, ele precisaria cumprir uma série de novos mandamentos. O que Finney fez foi criar um novo mandamento para a vida do cristão. A vida do cristão se tornou um estereótipo, não vale mais o que está no coração, mas o exterior tomou o lugar de uma vida regenerada.

“A oração faz o homem parar de pecar, mas o pecado leva o homem a parar de orar” John Bunyan

1) Porque devo dirigir-me a Deus em oração?

“Um relacionamento de amor com Deus é mais importante do que qualquer outro fator em sua vida ”

Deus é o único suficientemente capaz de nos satisfazer e preencher o nosso vazio existencial.

A nossa sociedade deturpou a definição de satisfação. A definição que nos é passada está ligada aos bens materiais e momentâneos – tenha, seja e conquiste. A satisfação que as Escrituras nos apresentam não é um estado temporário, mas uma eternidade. Não é possuir, mas ser possuído pelo sumo bem. Não é uma conquista, mas uma dádiva.

A nossa busca desenfreada precisa ser concertada e redirecionada para o foco certo. Precisamos voltar ao manancial de águas vivas. Precisamos voltar para fonte que emana toda vida.

Enfatizo esta volta, porque ela significa a nossa extrema valorização pela glória de Deus. Todo pecado resulta de não darmos valor supremo à glória de Deus – essa é a própria essência do pecado. Quando valorizamos outras fontes de vida, o que estamos afirmando é que Deus não nos basta, que ele não é suficiente.

“Ó Senhor, tu nos criastes para ti e nossos corações não descansarão até encontrar descanso em ti”

Os nossos pecados e a nossa distorção visual nos levam para outra fonte. A preguiça parece desejar apenas a tranqüilidade e o nosso descanso, mas que repouso seguro existe fora de Deus? A luxúria quer ser chamada de saciedade e abundancia, mas somente Deus é a plenitude. Ele é a fonte da suavidade inesgotável e incorruptível. Salmo 16:11 – “Tu me farás conhecer a vereda da vida, a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita”. A avareza quer possuir muito, mas Deus é rico e possuidor de todas as coisas. A inveja pleiteia a primazia, mas quem é mais excelente do que o próprio Deus? A cólera procura a vingança, mas qual é a vingança mais justa e perfeita senão a de Deus? Quando cometemos estas inversões de valores cometemos um crime. Jeremias 2:13 – “O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva, e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não tem água ”.

O que esta passagem nos diz, é que Deus é a nossa única fonte de vida. Quando alguém está sedento e bebe da sua água, ele reanima-se. Qual a fonte que te irrigará? Qual é a fonte que flui tamanha correnteza de delícias da vida? Quem é a fonte da vida, senão o Cristo? Abandonar esta fonte é o primeiro mal, isto é feito quando o povo de Deus deixa de andar com ele. A nossa mente deve correr para a Escritura e lembrar das palavras de Pedro – João 6:68 “(...)Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna”.

Santo Agostinho nas suas confissões ele expressa a seguinte afirmação – “Tenho dentro de mim uma fome de alimento interior – fome de ti, ó meu Deus”.

Deus é mais doce do que qualquer prazer. Blase Pascal disse: “O homem tem um profundo vazio que somente Deus pode preenché-lo”. Fazemos aquilo que o filho pródigo fez. Temos um intenso desejo pela comida dos porcos e nos esquecemos da casa de nosso Pai. Lembre-se: podemos fazer alfarrobas até de nossas formas de cristianismo. O nosso problema reside na nossa facilidade de satisfazer-nos com coisas fúteis.

“Sem este espírito de oração e submissão as Escrituras, não podemos manter a seriedade e a vida que gravitam nos arredores do trono da graça de Deus”

2) O que acontece comigo quando tenho um pequeno desvelar da grandeza de Deus?

“Pessoas estão morrendo famintas da grandeza de Deus, mas muitas delas não fariam este diagnóstico de suas vidas perturbadas. A majestade de Deus é uma cura desconhecida. Há prescrições muito mais populares no mercado, mas o benefício de qualquer outro remédio é sumário e pouco profundo. Uma vida que não contém a grandeza de Deus pode viver e enganar por pouco tempo, mas não se satisfará e não será tocada no clamor mais profundo da sua alma: ‘Mostra-me a sua glória!’”

Portanto, estou persuadido de que a visão de um grande Deus é a chave na vida da igreja, tanto no cuidado pastoral quanto na expansão de todo reino. Nosso povo precisa mais de uma vida permeada da presença transformadora de Deus. É preciso que cada um levante dia a dia sua voz e exalte a supremacia de Deus. A nossa consciência deve despertar diante da santidade Deus. Devemos alimentar a mente com a verdade de Deus, purificar a imaginação através da beleza de Deus, abrir o coração para o amor de Deus, devotar a vontade ao propósito de Deus.

Spurgeon disse a respeito de John Bunyan – “Fure-o em qualquer parte; e você verá que seu sangue é bíblico, a própria essência da Bíblia flui dele. Ele não consegue falar sem citar um texto, pois sua alma está cheia da Palavra de Deus”. Nossa alma também deveria estar cheia da essência da Bíblia. Isto é o que significa estar impregnado do Espírito Santo e da sua Palavra.

“Os nossos olhos precisam se voltar para dentro do nosso coração e verificarmos se ali existe a manifestação da glória de Deus”

Uma pergunta que deve ser feita é – Como sei que Deus é grande e suficiente para mim?

Não podemos negar que toda a nossa compreensão e conhecimento sobre Deus e os seus atos na história, são adquiridos na comunhão dos santos, ou seja, no seio da igreja. O autor de Hebreus faz uma excelente recomendação – “consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” [Hebreus 10:24-25]. É na igreja que vemos o agir de Deus. Pessoas são salvas e curadas. Famílias são restauradas. Corações são religados através do perdão. Há consolo, esperança e amor. Por isso, devemos investir na vida coletiva. Não há progresso na vida, seja em todas as áreas, se você vive isolado. As Escrituras apontam sempre para a vida comunitária. Precisamos ser sinceros neste momento: será que você consegue orar duas horas por dia? Será que toda a sua compreensão bíblica é o resultado do isolamento do seu quarto? Claro que não. Muitos insistem na vida de oração ou do culto individual, mas isto não é verdade. O meu crescimento não vem do particular, mas do coletivo. Na reunião de oração eu sou coagido ou motivado pelos meus irmãos a oração, a leitura bíblica. Nestes momentos eu aprendo palavras sobre oração. Entendo a seriedade da comunhão com Deus. A sua vida individual é o resultado do culto do domingo. Se o culto foi abençoador, se Deus agiu com poder e graça e houve a manifestação gloriosa de Deus, você terá então estimulo e prazer para orar a semana inteira até o próximo culto. Porque quando estamos reunidos como corpo de Cristo, prestando o culto vivo a Deus, na verdade este momento é especial. Ele toca a igreja visível e a invisível. A visível porque estamos juntos no espaço e no tempo. Estamos juntos e unidos no Espírito de Deus a outros irmãos que estão se reunindo para adorar ao Senhor. A invisível porque também pelo poder do Espírito de Cristo estamos unidos à igreja que já triunfa. Nos unimos com todos os nossos pais na fé. Por isso, para que ocorra um avivamento não pode existir isolamento, individualismo. O avivamento ocorre com toda a igreja e vai além, ele impacta toda a sociedade. Portanto, quero encorajá-los e desafiá-los para uma humilhação diante de Deus. Foi isso que fizeram os homens presbiterianos da Coréia em 1906, durante uma longa e grave crise espiritual na Igreja Coreana. Durante uma semana se reuniram para orar, confessar seus pecados, se reconciliarem uns com os outros e com Deus. Durante aquela semana Deus os atendeu e começou o grande avivamento coreano, provocando milhares e milhares de conversões genuínas meses a fio, e dando início ao crescimento espantoso dos evangélicos na Coréia.

“Aqueles que não querem viver vidas piedosas descobrem, por si mesmos, que não são eleitos; aqueles que querem viver vidas piedosas descobriram, por si mesmos, que são eleitos”

3) E o que acontece na minha vida prática?

Pontuamos a importância de nos aproximarmos de Deus e o impacto da grandeza Dele em nossa vida. Diante disso, o que nos resta é saber de que maneira prática isso funciona na vida. A aplicação deste ensinamento deve fazer parte de todas as áreas da nossa vida.

Atanásio de Alexandria, conhecido como o “Anão Negro”. Os seus tratados teológicos eram as suas orações escritas, e com isso ele derrotou todo movimento herético do século III d.C. E o que dizer de Basílio de Cesaréia conhecido como o fundador do monasticismo oriental. A cidade de Cesaréia entrou num período de crise. Falta de alimentos, fome, crise moral, econômica, política e teológica. Como bispo, ele procurou colocar em prática a vida cristã e chamou toda a comunidade cristã a fazerem o mesmo. Ele dizia que, se cada um tomasse apenas o suficiente e desse o restante aos que estavam precisando, não haveria ricos nem pobres. E atacou fortemente aquelas pessoas que acumulavam riquezas enquanto outras morriam de fome, acusando-as de homicídio, declarando que quem tivesse sapatos e não os calçasse, enquanto outros andavam descalços, não era melhor que um ladrão.

Toda a nossa sistematização da doutrina do Espírito Santo se deve em grande medida a este homem que lutou pela fé cristã.

Consideração: A doença da nossa geração é o abandonado da mente com a prática. A nossa maneira de pensar, ou melhor, o nosso conhecimento deve determinar as nossas ações. Eu não posso pensar em algo e fazer outra coisa. Digo isso no âmbito da razão. Um teólogo e pastor chamado Rodolf Bultmann disse que o ensino, ele estava se referindo a razão do homem, não tem nada haver com o púlpito. Não existe esta dissociação – mente e ação.

Conclusão

Temos todas as ferramentas disponíveis para fazermos a diferença. As minhas ações falam muito mais do que as minhas palavras. Treine e se dedique para que todas as áreas da sua vida sejam norteadas pelos princípios das Sagradas Escrituras. Quando a nossa alma está bem cuidada, todos que estão ao nosso redor são juntamente alimentados do mesmo banquete.

“O prazer em Deus é a única felicidade com o qual nossas almas podem ser satisfeitas”

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS
Hebreus 13.7-17
Tema Específico: O coração do crente.

Afirmação Teológica:
Uma das maiores verdades deste texto bíblico é a seguinte:
O CRISTÃO VERDADEIRO TEM UM CORAÇÃO DE OURO.

- Seu coração tem qualidades especiais. Seu coração é...
1. UM CORAÇÃO FIRMADO NA PALAVRA DE DEUS – vs 7-9.
Seu coração não fica oscilando de um lado para outro.
è Ele se lembra do exemplo e imita a fé dos primeiros cristãos – vs 7.
è Ele crê que Jesus Cristo é o mesmo (e, é claro, sua doutrina também não muda).
è Ele não se deixa envolver com doutrinas várias e estranhas.
è Ele sabe que o que vale é o coração estar confirmado com graça (e não com alimentos).
2. UM CORAÇÃO PREOCUPADO COM O CÉU – vs 14.
Seu coração sabe que aqui não há cidade permanente para os crentes.
è Ele marcha em direção à cidade que há de vir.

3. UM CORAÇÃO QUE FAZ SACRIFÍCIOS QUE AGRADAM A DEUS – vs 15-16.
Seu coração quer agradar a Deus...
è Com sacrifícios de louvor (que é o fruto de lábios que confessam o seu nome).
è Com sacrifícios de boas obras.
è Com sacrifícios de mútua cooperação.

4. UM CORAÇÃO QUE RESPEITA SEUS PASTORES – vs 17.
Seu coração é respeitoso.
è Ele obediência seus pastores.
è Ele é submisso aos seus pastores.

CONCLUSÃO
Por ter um coração firmado na Palavra de Deus, que está preocupado com o céu, faz sacrifícios que agradam a Deus e respeita seus pastores, podemos dizer que verdadeiramente o cristão tem um coração de ouro.
QUANDO BUSCAMOS CRESCIMENTO ESPIRITUAL
DEUS ENTRA COM PROVIDÊNCIAS.


1. QUANDO BUSCAMOS CRESCIMENTO ESPIRITUAL, ELE NOS FAZ VER QUE É PRECISO EXPANDIR - vs. 1.

O cristão e a igreja que estão buscando crescimento espiritual sentem que não devem nem podem se acomodar, pois o nosso espaço sempre será pequeno.
A Bíblia nos ensina em Isaías 54.2-3: "Amplia o lugar da tua tenda, e estendam-se as cortinas das tuas habitações; não o impeças; alonga as tuas cordas, e fixa bem as tuas estacas. Porque transbordarás para a direita e para a esquerda".

2. QUANDO BUSCAMOS CRESCIMENTO ESPIRITUAL, ELE DÁ A DIREÇÃO - v. 2.

Alguns cristãos pensam que hoje em dia Deus não mais dá a direção particular às igrejas ou aos cristãos; que Ele não mais nos diz o que deve ser feito.
Quantos não estão enganados achando que devem trilhar caminhos próprios sem depender exclusivamente de Deus. Tornam-se auto-suficientes profissionais e acabam se esquecendo o que a Bíblia diz em João 3.27 e Tiago 1.17 (por exemplo).

3. QUANDO BUSCAMOS CRESCIMENTO, ELE PREPARA UM INSTRUTOR - vs. 3.

Moisés instruiu Josué; Elias instruiu Eliseu; Paulo instruiu Timóteo; Jesus instruiu os discípulos.

4. QUANDO BUSCAMOS CRESCIMENTO ESPIRITUAL, ELE NOS LEVA À DIMENSÃO DOS MILAGRES - v. 6.

Para o aprendiz de profeta que derrubou o ferro do machado na água, ali era o fim de seu ministério profético, entretanto, para Deus ali começava uma vida de milagre. O ponto final do homem é o ponto de partida de Deus.

CONCLUSÃO:
Se buscarmos crescimento espiritual, Deus mostrará que é preciso expandir (pois o espaço pequeno); Ele nos dará a direção do que deve ser feito e, se isso não bastasse, Ele nos preparará um instrutor e nos levará a uma vida onde milagres acontecem.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O SAL DA TERRA
Mateus 5.13
Tema Específico: Os efeitos da presença dos cristãos.
SOMENTE OS CRISTÃOS VERDADEIROS SÃO
CONSIDERADOS POR DEUS O SAL DA TERRA.
Não basta uma pessoa querer ser "sal", ou pensar e dizer que é "sal".
O sal verdadeiro é inconfundível, devido às suas QUALIDADES:


1. SUA CAPACIDADE DE CONSERVAR
O sal foi o primeiro conservante utilizado pela humanidade.
Todo cristão verdadeiro é um CONSERVADOR.

Ele crê na Bíblia e condena todas as formas de pecado que ela denuncia, não importando se a sociedade o considera politicamente incorreto, retrógrado, careta ou coisas semelhantes.
Ele repudia tudo aquilo o que a Bíblia denuncia, coisas tais como o adultério, a fornicação, a pornografia, as piadas indecentes, o homossexualismo, o ódio, a fofoca, etc.

2. SUA FACILIDADE EM DAR SABOR
Uma das grandes busca do ser humano é por sabor. Sabor na vida, na existência. E, nesta sua busca por sabor, enganado e iludido pelo Diabo, ele acaba experimentando vários "sabores" estragados, contaminados, venenosos.
Todo cristão verdadeiro tem o SABOR DE CRISTO e é capaz de dar um tempero especial à vida das pessoas ao seu redor.

3. SEU VALOR INTRÍNSECO
Não é à tôa que a palavra "salário" vem de sal, pois, nos tempos de Jesus, o sal era tão valioso que era usado como moeda.
Todo cristão verdadeiro tem VALOR INTRÍNSECO, pois o Espírito Santo de Deus produz em seu íntimo uma série de qualidades inigualáveis, conforme nos relata Gálatas 5.22:
- Amor
- Alegria
- Paz
- Longanimidade
- Benignidade
- Bondade
- Fidelidade
- Mansidão
- Domínio próprio

Conclusão:
Se algum cristão não é Conservador, não é capaz da dar sabor à vida das pessoas ao seu redor nem tem valor intrínseco, NÃO É CRISTÃO.

O cristão verdadeiro, aquele que um dia se arrependeu de seus pecados e abriu seu coração para Jesus, este, sim, tem estas qualidades e é considerado por Deus (e também pelos homens) o SAL DA TERRA!
SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS
Hebreus 13.7-17
Tema Específico: O coração do crente.

Afirmação Teológica:
Uma das maiores verdades deste texto bíblico é a seguinte:
O CRISTÃO VERDADEIRO TEM UM CORAÇÃO DE OURO.

- Seu coração tem qualidades especiais. Seu coração é...
1. UM CORAÇÃO FIRMADO NA PALAVRA DE DEUS – vs 7-9.
Seu coração não fica oscilando de um lado para outro.
è Ele se lembra do exemplo e imita a fé dos primeiros cristãos – vs 7.
è Ele crê que Jesus Cristo é o mesmo (e, é claro, sua doutrina também não muda).
è Ele não se deixa envolver com doutrinas várias e estranhas.
è Ele sabe que o que vale é o coração estar confirmado com graça (e não com alimentos).
2. UM CORAÇÃO PREOCUPADO COM O CÉU – vs 14.
Seu coração sabe que aqui não há cidade permanente para os crentes.
è Ele marcha em direção à cidade que há de vir.

3. UM CORAÇÃO QUE FAZ SACRIFÍCIOS QUE AGRADAM A DEUS – vs 15-16.
Seu coração quer agradar a Deus...
è Com sacrifícios de louvor (que é o fruto de lábios que confessam o seu nome).
è Com sacrifícios de boas obras.
è Com sacrifícios de mútua cooperação.

4. UM CORAÇÃO QUE RESPEITA SEUS PASTORES – vs 17.
Seu coração é respeitoso.
è Ele obediência seus pastores.
è Ele é submisso aos seus pastores.

CONCLUSÃO
Por ter um coração firmado na Palavra de Deus, que está preocupado com o céu, faz sacrifícios que agradam a Deus e respeita seus pastores, podemos dizer que verdadeiramente o cristão tem um coração de ouro.
O TEU DEUS... ELE TE LIVRARÁ
Daniel 6

Tema Específico: Os efeitos da fidelidade.
O CRENTE FIEL DESPERTA NAS PESSOAS AO SEU REDOR
UMA GENUÍNA ESPERANÇA EM DEUS.
O rei Dario esperava salvar seu amigo (vs 14), mas, não conseguiu. Foi a fidelidade de Daniel que despertou em seu coração uma genuína esperança em Deus (vs 16), quando todas as suas esperanças se revelaram falsas esperanças:

1) ERA FALSA A SUA ESPERANÇA EM SEU PODER PESSOAL
Ele era o homem mais poderoso do mundo em sua época, no entanto, nem mesmo seu imenso poder foi capaz de salvar seu amigo.

Querer é poder?


2) ERA FALSA A SUA ESPERANÇA NO PODER DO TEMPO
O rei tentou ganhar tempo, mas o tempo não foi capaz de salvar seu amigo.

Tudo se resolve com o tempo?

3) ERA FALSA A SUA ESPERANÇA NO PODER DO SISTEMA
Ele tentou "mexer os pauzinhos", tentou usar o sistema que ele mesmo havia criado e sustentava, mas nem o sistema ou as "brechas do sistema" puderam salvar seu amigo.

Podemos confiar cegamente em nossos sistemas (financeiro, social, filosófico, pessoal, etc.)?


Após todas estas decepções, o rei diz para o seu amigo: "Daniel, meu amigo, eu não posso te salvar, mas tenho certeza que o teu Deus te livrará"


CONCLUSÃO
Quando morrem as falsas esperanças, as pessoas que vivem ao redor dos crentes fiéis aprendem a colocar a sua esperança em Deus.
DEUS PROCURA HOMENS QUE...

SEJAM VALOROSOS, COMO GIDEÃO
Então, o Anjo do SENHOR veio e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas. - Então, o Anjo do SENHOR lhe apareceu e lhe disse: O SENHOR é contigo, varão valoroso.
Juízes 6. 11 e 12 (arc)

Certamente, o “SENHOR” (v. 14), e o “anjo do SENHOR” (v. 12), são a mesma pessoa neste caso aqui. Os teólogos chamam essa forma de manifestação divina, de “teofania”, i.e., uma manifestação de Deus em forma física.

Todos que, como Gideão, procuram com toda dedicação servir a Deus, terão a presença atuante, dinâmica, de Deus com eles. Aos crentes do NT, o próprio Senhor Jesus fez esta promessa (Mt. 28. 19, 20). (bep)

SEJAM HUMILDES, COMO MOISÉS
Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas. - Moisés, porém, respondeu a Deus: “Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito?” - Deus afirmou: “Eu estarei com você. Esta é a prova de que sou eu quem o envia: quando você tirar o meu povo do Egito, vocês prestarão culto a Deus neste monte”.
Ê xodo 3. 10 a 12 (nvi)

Moisés não era apenas Moisés; ele era o Moisés em quem Deus estava cumprindo o Seu propósito. Esse é um segredo universal de homens verdadeiramente grandes. Eles são capacitados mediante a presença e o poder divino. O projeto era de Deus, e não de Moisés. Moisés seria apenas um instrumento. Naturalmente, suas habilidades naturais e seu conhecimento seriam usados no plano. Ele não seria apenas uma marionete. (ati)

ANDEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS, COMO DAVI
“ ...O SENHOR não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração”. - ...Então o SENHOR disse a Samuel: “É este! Levante-se e unja-o”. - Samuel apanhou o chifre cheio de óleo e o ungiu na presença de seus irmãos, e, a partir daquele dia, o Espírito do SENHOR apoderou-se de Davi. E Samuel voltou para Ramá.
I Samuel 16. 7b, 12b e 13 (nvi)

“...o Senhor vê o coração...” O homem vê a aparência de uma pessoa ou coisa, e assim faz julgamentos precipitados. Mas Deus vê a realidade do homem ou coisa, e faz um juízo verdadeiro. É freqüentemente verdadeiro que as aparências enganam. Os homens são facilmente enganados e atos tolos ocorrem por causa de decepções. (ati)

“...levante-se e unja-o....” Já em tenra idade, Davi cultivava um coração voltado para Deus como seu pastor espiritual (ver Sl. 23). O fiel coração de Davi diante de Deus (v.7) foi a razão da sua escolha, por Deus, para ser o próximo rei de Israel. (bep)

“...o Espírito do Senhor apoderou-se de Davi...” 1) – Multiplicou-se a capacidade de Davi (17. 33-37); 2) – Aumentou-se-lhe a inteligência e a perspicácia (18. 5; ver 17. 34-36 e 49-50). (bs)

“O efeito da descida do Espírito do Senhor sobre Davi foi que o jovem pastor cresceu para tornar-se um herói, um estadista, um erudito, um sábio, um rei de profunda visão” (Ellicott, in loc.). (ati)

PREGUEM E SOFRAM PELO NOME DE JESUS, COMO PAULO
Mas o Senhor disse a Ananias: “Vá! Este homem é meu instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e seus reis, e perante o povo de Israel. - Mostrarei a ele o quanto deve sofrer pelo meu nome”. - Então Ananias foi, entrou na casa, pôs as mãos sobre Saulo e disse: “Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que lhe apareceu no caminho por onde você vinha, enviou-me para que você volte a ver e seja cheio do Espírito Santo”.
Atos 9. 15 a 17 (nvi)

“...instrumento escolhido...” “Um vaso escolhido, selecionado. O genitivo de qualidade é muito comum no idioma hebraico, como também no grego “koiné” vernáculo. O Senhor Jesus escolheu a Saulo, antes deste ter escolhido ao Senhor Jesus. E o próprio Paulo, já apóstolo, sentia ser um vaso de barro (ver II Cor. 4. 7), indigno de encerrar tão grande tesouro. (nti)

“...sofrer pelo meu nome...” A conversão de Paulo incluiu não somente uma ordem para pregar o evangelho, mas também uma chamada para sofrer por amor a Cristo. Paulo foi informado desde o início que ele sofreria muito pela causa de Cristo. No reino de Cristo, sofrer por amor a Ele é um sinal do mais alto favor de Deus (14. 22; Mt. 5. 11, 12; Rm. 8. 17; II Tm. 2. 3). A morte precisa atuar no crente para que a vida de Deus flua dele para os outros (Rm. 8. 17, 18, 36, 37; II Co. 4. 10-12). (bep)

“...cheio do Espírito Santo...” Três dias depois da sua conversão, Paulo recebeu a plenitude do Espírito Santo. A experiência de Paulo forma um paralelo com a dos discípulos no dia de Pentecoste. Primeiro, a sua experiência do novo nascimento; a salvação (ver vv. 3-19 nota; depois ser “cheio do Espírito Santo” (v. 17). (bep)

SEJAM OBEDIENTES, COMO ABRAÃO
Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado, sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito. - Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar.
Hebreus 11. 17 e 18 (arc)

A fé e a obediência são inseparáveis entre si, assim como também são inseparáveis a incredulidade e a desobediência. (bep)

A obediência de Abraão certamente sacrificaria todo o seu bem-estar. Não fora Deus a fazer a intervenção, o plano teria sido executado. A literatura judaica alude a esse acontecimento como o último e mais severo dos dez testes apresentados a Abraão. (Ver Pirke Aboth 5:4). A fé foi o fator que levou à vitória, nos nove primeiros testes, menos severos; e também foi o fator para obtenção da vitória no teste mais severo de todos; a fé conferiu a Abraão seu melhor momento de obediência. (nti)

TENHAM FÉ, COMO NOÉ
Pela fé Noé, quando avisado a respeito de coisas que ainda não se viam, movido por santo temor, construiu uma arca para salvar sua família. Por meio da fé ele condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé.
Hebreus 11. 7 (nvi)

A fé impulsiona diferentes pessoas para diferentes coisas. Noé construiu uma arca e escapou a um horrendo julgamento. A fé nos impelirá a fazer algo que será o cumprimento da vontade de Deus a nosso respeito. Pois nossas missões, que são ímpares para cada um de nós, exigem uma expressão ímpar de fé. Além disso, as responsabilidades individuais, e os diferentes deveres do dia a dia, exigem uma manifestação especial de fé. (nti)

O NT também declara que Noé não somente era justo, como também pregador da justiça (2 Pe. 2.5). Nisso, ele é exemplo do que os pregadores devem ser. (bep)

SEJAM ÍNTEGROS, COMO JÓ
Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e este era homem sincero, reto e temente a Deus; e desviava-se do mal. Jó 1.1. (arc)
Nunca darei razão a vocês! Minha integridade não negarei jamais, até a morte. - Manterei minha retidão, e nunca a deixarei; enquanto eu viver, a minha consciência não me repreenderá.
Jó 27. 5 e 6. (nvi)

1– O temor de Deus e o desviar-se do mal são o fundamento da vida irrepreensível e da retidão de Jó (cf. Pv. 1. 7). “Sincero” refere-se a integridade moral de Jó e à sua sincera dedicação a Deus; “reto” denota retidão nas palavras, nos pensamentos e atos. (2) – Esta declaração da retidão de Jó é reafirmada pelo próprio Deus no versículo 1.8 e em 2.3 onde, claramente, se vê que Deus, pela sua graça, pode redimir os seres humanos caídos, e torná-los genuinamente bons, retos e vitoriosos sobre o pecado.