Amor de Deus
Em relação ä nossa vida espiritual, nossa sobrevivência só é possível por causa do grande amor de Deus, revelado em Jesus Cristo.
No Evangelho de João 3.16, encontramos o texto bíblico mais rico e profundo quanto as dimensões do amor de Deus. É chamado de texto áureo da Bíblia. Nele encontramos resumidamente toda a mensagem do Evangelho e a revelação do plano de salvação.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna”.
A largura do amor de Deus:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira”. Essa expressão mostra-nos a abrangência e a espontaneidade do amor. Só um Deus grande e poderoso, poderia amar de “Tal maneira”a humanidade perdida no pecado.
“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou”.(Ef 2.4) Temos ai um Deus grande, rico e misericordioso, cheio de amor pelos pecadores. Amor espontâneo diretamente Dele para nós, envolvendo o mundo inteiro.Não poderia haver outra expressão maior que esta: Amou de tal maneira”. Amou profundamente, amou eterno.
O comprimento do amor de Deus:
“Que deu o seu Filho unigênito”. Deus não poderia ser mais extenso em seu amor, do que neste gesto: Dar seu Filho ao mundo. Filho único, Filho amado, Filho glorioso.
Ele deu seu Filho para morrer morte horrível, como um malfeitor entre malfeitores, debaixo da maldição da Lei, destituído da glória que possuía e exposto ao vexame e ä dor.
Com esse gesto de Deus estava alcançando toda a raça humana, de todas as épocas, de todos os tipos, e em todos os lugares. ”Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Pois que com amor eterno te amei, também com amorável benignidade te atrai” (Jr 31.3)
O comprimento do amor de Deus nasce na eternidade e prossegue por toda a eternidade, não tem fim. O amor de Deus nos atrai junto de si.
A profundidade do amor de Deus:
“Para que todo aquele que nele crê”. Para que exista uma operação profunda da parte de Deus em nós, precisamos crer na eficácia da obra redentora efetuada por Cristo, na cruz do Calvário. Ao pecador perdido é oferecida uma única condição, crer. Crer é aceitar por fé, sem questionar, sem duvidar. Crer é olhar para o calvário e contemplar Jesus Cristo morrendo por nossos pecados e ali se oferecendo a Deus como sacrifício em nosso lugar.
A profundidade do amor de Deus só nos é revelada pela fé, porque é tão profundo quanto o próprio Deus.
A altura do amor de Deus:
“Não pereça, mas tenha vida eterna”. Tão alto quanto o céu assim é o seu amor revelado por nós. Vida eterna é o ápice de toda a redenção. Deus não poderia ser mais profundo em seu amor, do que oferecer ao homem finito e pecador, a vida eterna.
Em Jesus Cristo temos a vida eterna. “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão”. (Jo 10.28). “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. (Rm 6.23)
O pecador leva à morte, Cristo garante-nos a vida eterna. Tudo isso prova o grande amor de Deus.
As qualidades do amor de Deus:
Deus não muda em seus propósitos de salvação, e quando se trata de amar o pecador através de Jesus Cristo, esse amor é:
* Inalterável (Jo 13.1). Em qualquer circunstância, Cristo nos ama. Antevendo a morte, Jesus amou ainda mais seus discípulos, e assim amou a nós.
* Divino (Jo 15.9). Com a mesma medida que o Pai o amou, Jesus amou o mundo, para entregar-se por ele. Nosso dever: permanecer no seu amor.
* De sacrifício (Jo 15.13). Para salvar as nossas algemas, Cristo não mediu sacrifício. Foi até a cruz.
* Inseparável (Rm 8.35). Quem é atingido pelo amor de Cristo, jamais se separa dele, não importa o que esteja acontecendo.
* Constrangedor (2Co 5.14). O poder do amor constrange-nos a viver uma vida de fé genuína, que torna o sacrifício de Cristo ainda mais eficaz.
* Sacrificial (Gl2.20). Qualquer sacrifício por amor a Cristo é muito pouco.

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